Clipe: Bright Eyes – At The Bottom Of Everything

Indie/folk + stop motion + Evan Rachel Wood.

What else??

Advertisements

Banda: Rilo Kiley

Gente, fui apresentada para uma banda que foi amor à 1a vista!

Vocês conhecem Rilo Kiley ?

A banda tá na estrada desde 1998 e fazem um rock/pop metido a indie, mas de uma fora bacana. As músicas são muito gostosas, vale a pena dar uma goglada e uma youtubada pra conferir mais trabalhos deles.

O que chama mais atenção na banda, logicamente, é a vocalista Jenny Lewis.

 

Jenny Lewis - Hot!

Além dela ser linda e fofa e ter uma voz muito gostosa, a Jenny é atriz também e atuou em diversos filmes desde os anos 80!

Não perca tempo e vá conferir esses caras. Tenho certeza que vocês vão se apaixonar tanto quanto eu!!!

Obrigada, @frasesefeitas (aka Natalia Weber) !!! ❤

Paul McCartney – Up and Coming Tour – O dia que minha vida mudou.

Como se faz para entender o que acontece na cabeça de alguém que tem como maiores companheiras as palavras e de repente, ao olhar pros lados, se dar conta que elas não estão ali? Se dar conta que não é que as palavras tenham deixado esse alguém de lado, mas que elas não existem. Procurar em outro idioma? Eu tentei, conheço alguns mas foi em vão. O vazio que as palavras deixaram continua ali. E o mais impressionante é que esse vazio é gostoso, porque ele existe devido a algo novo que surgiu, e que não foi nomeado. Felicidade? Nirvana? Não sei. Sei que na noite de 21/11/2010 minha vida foi transformada de uma maneira que nem eu, nem nenhum dos meus 64 mil companheiros esperavam.

A sensação de ver que a longa espera terminou, que o sol torrando nossos corpos não tem a menor importância. Sensação que eu ainda estou procurando palavras pra descrever. O medo de voar até a realização desse sonho foi superado. Fingir que está tudo bem no dia anterior, sair com os amigos, ir ao cinema. Se dar conta que tudo aquilo só serviu pra maquiar o monstro da ansiedade que estava dentro de nós. Fazer tudo, sem prestar atenção em nada. Ver que tudo valeu a pena, cada segundo, na hora que, ao entrar naquele gigante do futebol, notar que ele é pequeno, ele não é nada diante do verdadeiro gigante que estava no palco. E é aí que eu comecei a notar como a minha vida ia mudar. Exagero? Muitos vão dizer que sim, mas eu não me importo. Paul McCartney fez sim minha vida se transformar. Fez com que meu senso crítico e artístico mudasse completamente, e com que tudo aquilo que eu considero “bom” ou “ótimo” desça alguns níveis. Ele estava lá. Entrou no palco, acenou para o público. Era ele. Ele mesmo. Ele que compôs a trilha sonora de incontáveis momentos da minha vida, ele que canta a música que eu canto junto com meus amigos mais queridos, que está dentro da minha casa desde antes mesmo de eu aprender a falar ou andar ou ter a menor noção de quem ele é. Foi aí que eu vi que era um caminho sem volta, e que essa noite seria uma noite que eu não saberia explicar jamais.

Ele entrou trazendo os Wings de volta, fazendo os queixos caírem, e as pernas saírem do chão, mas foi nos primeiros acordes de All My Loving que eu me dei conta do que é que estava acontecendo ali. E aí vieram as lágrimas. Que se agarraram em mim e mão me largaram em quase momento nenhum. Eram os Beatles no palco. Ou pelo menos ou mais próximo deles que qualquer um pode chegar. Um olhar breve ao redor faz com que tudo fique mais bonito, pois pude ver que esse legado se mantém com as mães e pais que estavam com seus filhos muito jovens pra entender o que realmente se passava ali, mas que mesmo assim vibravam com cada acorde e entoavam cada palavra em uníssono com a lenda.

Paul McCartney

Paul McCartney

Seus 68 anos passam despercebidos, e muitas vezes eu sacudo a minha cabeça pra voltar para o ano de 2010, pois eu vejo em cima do palco por vezes a franjinha, por vezes o bigode. Ele tem a energia que eu imagino que tivesse naquela época ou talvez até mais. Foram 18 anos afastado do Brasil e uma recepção tão calorosa que me faz achar que aquilo tudo não era ensaiado não. Ele estava SIM muito feliz e muito surpreso com todas aquelas pessoas cantando junto e se emocionando junto. O choro volta quando ele senta no piano e sem dó lança The Long And Winding Road. E quando eu achei que minhas lágrimas tinham se esgotado, o velho Macca dá o primeiro golpe baixo, trazendo para o palco “sua gatinha” Linda através de My Love. Poxa seu Paul.. Logo a Linda? Isso não se faz. É difícil respirar quando a gente chora forte demais, mas nesse ponto ninguém se importava mais. O estrago já estava feito. And I Love Her e Blackbird se certificaram que as lágrimas se manteriam ali, mas quando os primeiros acordes de Here Today começaram, temi não aguentar até o fim. É difícil conter um sentimento 100% desconhecido. E Here Today doeu. Doeu de uma forma que ia da ponta do dedo até o último fio de cabelo. Doeu como se John estivesse lá, batendo palmas pro seu amigo e dizendo “isso aí cara… é isso aí…,” e na boa… Ele estava. Eu me sento. Preciso respirar, não estava preparada para aquilo, não mesmo. Mas ele não dá trégua. Me faz rir e dançar com Dance Tonight, me faz amar Mrs Vanderbilt e acaba comigo de novo em Eleanor Rigby. Mais lágrimas, e a banda some. Só ele no palco. Ele vai cantar pro amigo George agora. Mas está tudo bem. É Something. Mais lágrimas, e o golpe de misericórdia. George está no estádio também. No telão, quando a banda ressurge, fotos ilustram o que todos sentem, não há mais chão, não há mais nada. Por que Paul? Isso é maldade. Hora de secar as lágrimas e cantar Band On The Run e pular loucamente com Ob-la-di, ob-la-da, enlouquecer com Back in the U.S.S.R. e I’ve Got a Feeling. Confesso que chorei em Paperback Writer, mas só um pouquinho. Me trouxe pra Copacabana, pras rodadas de Beatles Rock Band com aqueles que eu amo demais… Não tinha como não lacrimejar. Mas a hora era de pular.

Paul McCartney

Paul McCartney

Eu me pergunto se o velho Macca ficou mesmo tão emocionado com a chuva de balões brancos que tomou conta do Morumbi em Give Peace a Chance. De onde eu estava, eu via a coisa mais linda, todo mundo brincando igual, dançando igual. Quanto tempo já passou? Duas horas? Mentira! Eu posso jurar que foram só quinze minutos. Não diz pra mim que já tá acabando. Eu quero mais. Muito mais, quero Paul falando mais em português e brincando, correndo e pulando. Ele não sabe se quer fazer a galera pular ou chorar. Ele mistura Let It Be com Live And Let Die. Ele solta fogo e fumaça e fogos de artifício, como se fosse no 31 de dezembro, o céu ficou estrelado e brilhante e tudo ficava cada vez mais inacreditável, mais inesquecível. E os isqueiros? Quem podia imaginar que teriam tantos isqueiros bailando em Hey Jude?? Quem se importa que o “nanana” durou muito mais do que duraria? Se dependesse de mim eu estaria fazendo “nanana” até agora. E é nesse momento que eu vejo que é verdade, está acabando. Ele sai do palco. Dá tchau. Eu vejo alguns indo embora achando que era mesmo o fim. Mas não pode ser. E não é. Ele volta com a bandeira do Brasil nas mãos. Eu sei que é ensaiado, mas não me importo. Pra mim é de verdade e ele tá alí pra terminar o show dos Beatles. Get back to where you once belonged, já diz a música que foi cantada em coro pela platéia que não se cansa.

Paul McCartney

Paul McCartney

“Vocês não estão cansados? Não querem ir dormir?” ele questiona após mais uma falsa despedida que fez com que tantas outras pessoas deixassem o estádio prematuramente. Mas não, eu não quero ir embora. Não quero ir nunca, quero congelar essas horas e ficar brincando de rewind e play por toda eternidade. E como queremos ficar ele também fica. Mas ele está cansado, toca Yesterday que é calminha. Cansado?? Ele quer rock and roll. É hora de Helter Skelter. Mas todo sonho tem que terminar, não é mesmo? Até o Sgt Pepper tem que ir embora. É o fim, The End, mais lágrimas. Muitas lágrimas. The love you take is equal to the love you make. E sim, amor foi o que aconteceu. Havia amor lá. Transbordando pelo anel  do estádio. Mas o fim, o indesejável fim chegou até mim. E sem conseguir falar, me dirijo pra fora de lá sem entender direito o que tinha acontecido, não penso. Ando. Vou em frente, até o ponto de encontro, mas não vejo nada, nem ninguém. Estamos todos juntos agora. Eu volto a chorar. Onde estão as palavras? Bate um desespero, eu não consigo explicar o que sinto. Nem eu, nem ninguém. Estou envolta por aqueles que eu amo e todos estão igual a mim. Uns mais, outros menos, mas todos sabem que tudo mudou. Tudo se ampliou. Agora eu amo mais o Paul, agora eu amo mais os Beatles, agora eu amo mais os meus amigos. Toda a dificuldade pra voltar pra casa não é nada. Fome, cansaço, ou melhor, exaustão. Tudo isso é pequeno perto do que vivemos. A lua foi nossa maior testemunha, numa noite que seria fria e chuvosa mas que foi perfeita do início ao fim. Aliás não só ‘foi’ perfeita. Ainda está sendo e vai continuar sendo por muito tempo, pois cada vez que eu fecho os olhos, eu volto pra lá e vivo tudo de novo.

Obrigada Paul, obrigada amigos, por mudarem minha vida. Pra melhor.

 

Clipe: Paramore – Playing God

Foi lançado ontem no site oficial do Paramore o clipe de Playing God.
Essa é uma das minhas músicas preferidas do “Brand New Eyes” e fico feliz por ter virado single de trabalho, porém eu fiquei um pouco crítica demais com os clipes deles depois de Brick By Boring Brick.

Pra quem não lembra, essa foi a 2a música de trabalho do disco, e o clipe era meio que uma historinha surreal, bem coloridão, a Hayley tava 100% loura e tinha a menininha que morria no final…

 

Lembrou???

E agora?

 

Na minha opinião, esse foi o melhor clipe da história da banda. Fotografia perfeita, metáforas na medida, tudo encaixadinho direitinho, e vocês sabem que eu adoro uma cor né? Bastou lançar um colorido que eu já me cabo!

Enfim, aí ontem lançou o Playing God e a coisa já começou estranha pois foi a maior burocracia pra conseguir se cadastrar e ter acesso ao vídeo. Eu desisti de cara e vi no YouTube mesmo porque ninguém merece ficar batalhando com os servidores lotados dos fanboys e fangirls.

O clipe é sim muito legal, eles voltaram com a boa e velha “histórinha” que tinha sido abandonada em Careful o que de cara já me agrada.

Mas não sei se foi o tom de rosa do cabelo da Hayley ou o que pode ter sido que eu achei meio…. bobo… YAWN total sabe?

A parte da homenagem pra Lady Gaga ficou bem legal, curti isso, mas no geral eu acho que poderia de alguma forma ficar mais bacana.

Enfim, assistam ao clipe e tirem suas conclusões. Que tal deixar nos comments para tocarmos uma ideia?

Confere aí: