Amor, meu grande amor…

Desde ontem eu tenho me perguntando qual é o limite do amor.

Questão difícil essa. Como é medido? O que é amor demais e o que é amor de menos? Existe algum limite traçado, escrito?

Como é que faz quando você se dá conta de que ama tanto, mas tanto, que o amado(a) passa a ser parte de você, e só de pensar em viver sem já dá aquele nó na boca do estômago.

E o que se faz quando se percebe que nem todo amor do mundo é suficiente? Que não importa o esforço e a dedicação, o que você tem pra oferecer não é o bastante?

E pior que isso, de onde vem a coragem pra se dar conta disso e assumir isso como verdade?

Não sei.

Segundo Olaf, “Love is… putting someone else’s needs before yours.”, e eu acho que é bem por aí.

Dói, e muito, mas amar é isso aí mesmo. Querer que o amado(a) seja feliz, mesmo que isso signifique estar longe de você.

Em tempo: Ontem depois de muito pensar e repensar e ponderar, infelizmente decidimos que, depois de dois anos de muito amor e dedicação, não poderemos ficar com o nosso cachorrinho, o Rio.  Ele é um cachorro que precisa de cuidados que eu e Lea não temos condições de dar e chega uma hora que a gente tem que colocar a felicidade do bichinho na frente da nossa. O Rio precisa de um campo bem grande pra correr, ele precisa de companhia humana constante e atenção tempo integral. No fundo a gente já sabia disso, mas é duro assumir pra si mesmo que você vai ter que abrir mão de algo que ama tanto, porque sabe que essa é a única maneira de fazer ele feliz de verdade. Meu coração está partido em mil pedacinhos, mas eu sei que ele vai ser mais feliz assim. Agora só me resta aproveitar bastante os momentos que eu ainda tenho com ele, e lembrar dele como uma página de muita felicidade no livro da minha vida, mas com a consciência tranquila, sabendo que eu fiz tudo que eu pude por ele, e que ele vai ser mais feliz em outro lugar.

😦