Resenha – Frozen

Hoje eu assisti ao novo clássico Disney, Frozen.

Frozen-Poster

O filme foi dirigido por Chris Buck e Jennifer Lee, que estão na Disney há um tempão e fizeram parte de sucessos como Tarzan e Wreck It Ralph.

Eu decidi escrever sobre o filme mesmo estando tão omissa com relação ao blog porque, pela primeira vez em muito tempo, um filme tocou meu coraçãozinho como este o fez.

Se fosse pra resumir o filme em uma palavra, eu diria que é LINDO. Honestamente, eu acho que se fossem feitos os cenários em 3D e os personagens em 2D seria MUITO melhor pois, pra mim, a tecnologia 3D ainda não está avançada o suficiente para exprimir emoções humanas com a precisão necessária para tocar lá no fundinho, sabe? Por isso eu ainda prefiro sim animações 2D.

Um exemplo simples pra mim é a comparação entre essas duas imagens do filme Tangled:

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Na minha opinião, você consegue ver a diferença tão claramente. A arte 2D tem MUITO MUITO MUITO mais expressão, tem mais CORAÇĀO.

Enfim, isso tudo nem vem ao caso. Deixa eu continuar falando de Frozen!

Gente, que coisa linda! Frozen trouxe de volta toda a magia Disney que estava perdida em algum buraco escuro do mundo. Alguns dos cartazes diziam “A melhor produção Disney desde O Rei Leão” e, de fato, era verdade!
Embora filmes como Treasure Planet, Tarzan e Lilo & Stitch ainda consigam ter o coração Disney, com Frozem eles conseguiram me acertar como um soco na boca do estômago.

Disney-Frozen

E lá estava eu, no meio de uma sala de cinema lotada por crianças entre 5 e 13 anos, me debulhando em lágrimas, de boca aberta, não acreditando no que eu estava vendo.

Mas vamos aos detalhes. O filme é uma adaptação livre do conto escandinavo “The Snow Queen”. Cheio de excelentes referências à cultura nórdica, conhecemos a história das irmãs Elsa e Anna do reino de Arendelle. O rei e rainha do pequeno país nórdico mantêm em segredo os poderes de sua filha mais velha, Elsa, que pode controlar o gelo e a neve. Um dia, Elsa acidentalmente atinge sua irmã Anna com um de seus poderes quase a matando, o que faz com que o Rei e a Rainha se tornem ainda mais restritos com Elsa. O tempo passa e Elsa é coroada rainha de Arendelle. Numa grande confusão, seus poderes acabam sendo expostos para a população do país, o que faz com que ela fuja e construa seu próprio palácio de gelo, se tornando a “Snow Queen” e afundando o país num severo e interminável inverno.

O filme te carrega para os clássicos Disney desde o início, com canções envolventes e bem posicionadas, duetos incríveis, dignos da época de Aladin, cenários de tirar o fôlego, personagens cativantes e uma história surpreendente. Frozen acerta em tudo. Em cada detalhe, em cada canção, em cada piada e trocadilho.

Pra mim, o momento em que Elsa foge para as montanhas e se dá conta de que ela está livre para ser quem ela é, e assim começa a construir seu palácio de gelo, foi a parte mais emocionante. A canção, que é a principal da trilha sonora, é lindamente performada pela talentosíssima Idina Menzel.

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Além de tudo isso, o filme é uma excelente mensagem de força feminina, mostrando que sim, as mulheres podem ser poderosas e resolver seus problemas sem a ajuda de um homem, que nem toda princesa precisa de um príncipe, e que o verdadeiro amor pode ser muito diferente daquilo que a gente acha que é.

Foi uma viagem e tanto. Eu saí do cinema enxugando as lágrimas e pensando “Caramba, que bom que eu pude presenciar isso.”. E mais, pensando em como eu tenho sorte de  fazer parte da geração que viu obras primas como A Pequena Sereia, A Bela e a Fera, Aladin e O Rei Leão, os clássicos da chamada “Era e Ouro” da Disney, e agora ver Frozen, que me levou de volta àquela época e me fez lembrar que, mesmo sem o 2D, a Disney ainda é capaz de fazer mais do que filmes de animação, mas obras primas que têm sentimento, que transmitem uma mensagem e que tocam fundo no coração e na alma das pessoas.

Parabéns Disney. You did it again.

Como sempre, dá uma olhada no trailer:

 

Resenha – Oblivion

Final de semana passado eu fui assistir o novo filme do Tom Cruise, Oblivion.

Dirigido por Joseph Kosinski, o filme conta a história de um planeta Terra que foi dizimado por uma guerra contra alienigenas em 2077. Interessados em invadir o planeta, aliens explodem a lua, causando uma série de terremotos e tsunamis, criando o ambiente perfeito para uma invasão. Os humanos por sua vez atacam com armas nucleares, vencendo a guerra mas destruindo completamente o planeta, sendo então forçados a deixar a Terra. Os sobreviventes vão para uma estação especial, se preparando para habitar uma das luas de Saturno e usam como fonte de energia as águas dos oceanos da Terra, através de gigantescas máquinas de sucção. Um casal de humanos – Jack (Tom Cruise) e Vicca (Andrea Riseborough) é responsável por fazer a manutenção nos drones que defendem as máquinas de sucção contra possíveis ataques de aliens remanescentes que continuam vagando pela Terra.

Vicca

Vicca

Oblivion

Jack e as máquinas de sucção ao fundo.

Em uma das missões de averiguação, Jack encontra nos destroços de uma nave, uma mulher misteriosa – Julia (Olga Kurylenko), que sempre apareceu nos seus sonhos, causando uma grande reviravolta e fazendo com que Jack comece a questionar seu trabalho e a realidade dos fatos.

Jack e Julia

Jack e Julia

O filme ainda conta com estrelas como Morgan Freeman, Nikolaj Coster-Waldau (esse com direito a gritinhos histéricos meus e da Lea… LOL) e Melissa Leo.

Como diria Jack, o estripador, vamos por partes.

O filme tem cenários absolutamente fabulosos, o design de roupas e armas e naves é também um ponto mega positivo, mas gente… GENTE. Precisava te tanta melosidade? Sério, se o filme tivesse menos romancezinho e tiradas cheesy, a coisa toda seria muito mais bacana.

Todo mundo sabe que os filmes do Tom Cruise são cobertos por trocadilhos e respostinhas baratas, e Oblivion não fugiu à regra. Coberto de plot holes e tramas mal explicadas (ou simplesmente não explicadas), o filme, de uma forma ou de outra, entretem mas não apaixona. Vale a pena porque, né? É o nosso lindo, amado e doido Tom Cruise então qualquer coisa tá valendo!

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Tudo por você, Tom.

 Outro ponto mais do que positivo, é a trilha sonora. Composta por Anthony Gonzales e  Joseph Trapanese, e com canções originais do M83, a trilha sonora de Oblivion é um show à parte. Com musicas fortes e bem marcadas, ela dá o tem de suspense e mistério ao filme.

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Enfim, Oblivion diverte mas me deixou um pouco decepcionada.

De qualquer forma, vá assistir e me conte nos comentários o que você achou!

Mas antes, como sempre, dá uma olhada no trailer:

Oblivion: Eu usei, recomendaria pelo Tom, mas é por sua conta e risco!

The Academy Awardszzzzzzzzzzzzzzzzz

Ontem foi a noite mais importante do ano pra mim! Ontem teve ACADEMY AWARDS!!

Oscars 2011. 83rd Academy Awards

Oscars 2011. 83rd Academy Awards

Vou começar com a frase que eu mais proferi nesse domingo: THE SOCIAL NETWORK CAN KISS MY ASS!!!

E vou repetir isso tantas vezes quanto for necessário.

Todo aquele frenesi foi por água abaixo depois da premiação. E ainda bem porque, né? Pra um filme que foi considerado o grande favorito ao Oscar, sair do Teatro Kodak com três estatuetas sem expressão é um senhor golpe na boca do estômago.

Mas infelizmente não posso dizer que estou totalmente satisfeita com o desenrolar da premiação pois dos meus favoritos, pouquíssimos foram premiados.

Mas vamos lá, first things first.

Deixa eu falar de Anne Hathaway e James franco como hosts da festa.

Anne Hathaway and James Franco. 2011's Oscars hosts.

Anne Hathaway and James Franco.

Gente, eu me diverti HORRORES com eles!! Desde o vídeo de abertura, até a troca de vestidos da Anne, e gente, foram 8 vestidos!!! James franco estava muito muito muito high on crack, mas quem se importa? Ele conseguiu levar na boa.

Os momentos mais engraçados pra mim, além do vídeo de abertura, foi quando eles apresentaram os candidatos a melhor filme:

Anne Hathaway and James FrancoAnne Hathaway and James Franco

E a parte em que Anne cantou, vestida de tuxedo. Impagável!

Anne Hathaway

Eu tava temerosa pois depois do Hugh Jackman, eu achei que nunca mais ninguém ia ser capaz de fazer uma  apresentação tão maravilhosamente boa. Assim, eu ainda acho que o Hugh foi melhor, mas a Anne e o James não deixaram nada a desejar.

Infelizmente a imprensa PNC reclamou bastante da atuação dos dois e provavelmente eles não voltarão a apresentar a festa. Para eles, Anne estava hiperativa e James, distante. Extasy. Crack. Nessa ordem.

E sobre os prêmios?? Well, fiquei descontente em várias vertentes mas adorei o fato de Social Network ter ficado guardadinho no ostracismo. Nenhum prêmio relevante.

Tá, roteiro adaptado até é um prêmio relevante mas, gente, raia o absurdo eles terem ganhado trilha sonora original tendo Hans Zimmer (Inception) e A.R. Rahman (127 Hours) concorrendo! Alguém dá uma tapa bem dada na face do pessoal da Academia!

Então vamos aos números desse filme tão marromeno: 3 Oscars, a saber: Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Edição.

E desculpem, a edição de Black Swan tava melhor. A impressão que me deu era que eles tavam premiando o filme com esses Oscars de 2a linha só pra justificar o buzz que causou.

O Brasil mais uma vez ficou quietinho no canto vendo outros países receberem a estatueta e, na minha opinião, “Lixo Extraordinário” não é tão extraordinário assim.

(Antes de continuar, uma palavrinha aos haters de plantão: Eu assisti a TODOS os filmes concorrentes ao Oscar desse ano. Incluindo os filmes estrangeiros. Só não assisti aos curtas de documentário e não consegui assistir a todos os longas documentário mas, o resto, eu assisti TUDO. Tô falando seja lá o que for sabendo bem do que se trata. Beijos.)

E o Inception???

Inception

Tava na cara que esse não ia levar melhor filme, infelizmente, mas embolsou 4 estatuetas, dentre elas a de melhor efeitos visuais. E se não levasse esse prêmio eu iria pessoalmente para L.A. e daria aquela tapa no pessoal da Academia. Não obstante, eu acho que Inception foi o filme mais injustiçado desse ano. Ou melhor, o Chritopher Nolan foi o mais injustiçado da noite. Gente, pelo amor né? Ele tinha que ter concorrido como melhor diretor, lógico que tinha!

O bacana é que o pessoal das equipes técnicas que subiam ao palco para receber seu prêmios não deixou de falar do Chris, exaltando sua visão, seu trabalho e etc. Injustiça!

Vamos aos números: 4 Oscars a saber, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Fotografia, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som.

The Fighter levou ator e atriz coadjuvante. Chritian Bale e Melissa Leo representaram o filme de David O. Russel.

Melissa Leo and Christian Bale

Melissa Leo and Christian Bale

Minha torcida estava com Geoffrey Rush e Helena Bohan Carter/Amy Adams. Ainda bem que não coloquei dinheiro na história.

Toy Story 3 levou Melhor Animação e Melhor Canção Original. Ambos 100% merecidos.

Agora vamos falar de The King’s Speech.

Gente o filme é bom. Sério, muito bom. Mas… Melhor Filme?? Calma né???

Tanto o Inception como o Black Swan, na minha opinião, mereciam bem mais do que King’s Speech. Tá certo que o elenco é sim excelente e etc mas como eu já disse antes, pra um filme ser considerado o melhor, ele tem que ser o melhor em tudo, ou em quase tudo.

Ele levou 4 estatuetas, a saber: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Roteiro Original.

Colin Firth mereceu MUITO o Oscar que levou, foi uma das poucas apostas que eu acertei!

Colin Firth

Ele é um excelente ator e fez MUITO bem seu papel nesse filme. Dentre os concorrentes, sem dúvida ele foi o melhor. Mas, deixa eu dizer que o Javier Barden chutou bundas seriamente em Biutiful.

Melhor direção pro Tom Hooper… Okay, é MUITO injusto o Darren não ter levado mas vamos pensar assim: podia ter sido Social Network. Então deixa como tá.

Equipe de King's Speech recebe o Oscar de Melhor Filme.

Equipe de King's Speech recebe o Oscar de Melhor Filme.

Ninguém falou muito mas, Alice In Wonderland do Tim Burton levou duas estatuetas. Direção de Arte e Figurino. Ambas merecidissimas. Mais duas apostas que acertei.

Agora, mais um momento da noite que me arrancou gargalhadas histéricas foi, quando foi exibida no telão uma montagem de vários filmes em versão autotune. Gente, alguém me explica o que foi aquilo??

Pra quem não viu ainda, esse é o momento:

Eu ri. Eu chorei de rir.

E agora, vamos ao momento mais importante da noite.

Natalie Portman
Natalie Portman
Natalie Portman
Natalie Portman
Natalie Portman

NATALIE FUCKIN PORTMAN WON BEST FUCKIN ACTRESS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Swan Queen

Gente, desde O Profissional eu espero por esse momento. Natalie é minha atriz favorita, é uma linda e esse foi, sem dúvida, o papel da vida dela!!! Desde que as filmagens de Black Swan começaram eu espero por esse momento!! Se os outros prêmios da noite deixaram o público e a crítica um pouco divididos, não importa mais. Esse prêmio foi o ÚNICO que todo mundo queria que fosse do jeito que foi. Não conheço uma só pessoa que, em sã consciência, não torcia pra Natalie levar a estatueta pra casa. E voilá. A atuação maestral foi compensada com não um, nem dois, nem cinco prêmios de melhor atriz, mas DEZOITO. Incluindo o Oscar.

Go Natalie! Isso é só o começo.

Bom, pra finalizar, eu queria falar de uma coisa que chamou muito minha atenção na premiação de ontem. Como tinha gente linda!!! Poucas vezes eu vi um Academy Awards tão lindo.

Vou logo dizendo que James Franco, Jennifer Lawrence, Natalie Portman, Hugh Jackman, Mila Kunis, Jude Law, Robert Downey Jr., Dianna Agron e Scarlett Johansson podem vir nimim.

Só não coloco fotos porque senão esse post vai ficar mais gigante que já está, mas façam um favor a vocês mesmos e googlem essas pessoas lindas para deleite próprio.

E foi isso galera. Quem quiser, pode clicar aqui e ver a lista completa de vencedores. Que venham os Oscars 2012!