Homenagem: 9 anos sem George Harrison

Hoje, 29/11/2010, completa-se nove anos que o maior gênio da música que já andou por esse planeta nos deixou.

George Harrison não foi só um beatle ou só um cantor ou só um compositor. Foi um artista que nos mostrou que não há limites para criatividade, não há limites para epicidade.

George, “o beatle tímido” poupava palavras em entrevistas mas mostrava que sua comunicação ia além das palavras. Fez mais do que qualquer outro músico, mostrou que culturas musicais podem e devem ser misturadas. Compôs aquela que Frank Sinatra chamava de “a maior canção de amor que já foi escrita”.

Deixou muitas, muitas saudades.

Fica aqui, minha homenagem a esse músico único.

George, receba minha reverência.

 

George Harrison

George Harrison

George Harrison

George Harrison

George Harrison

George Harrison

George Harrison

George Harrison

George Harrison:  25/02/1943 – 29/11/2001

Advertisements

Feed dos Gostoso #3 – Especial Bruce Willis

Aí já que eu ofereço esse serviço à comunidade que é o Feed dos Gostoso, eu pensei que vocês deveriam conhecer o patrono do projeto.

Porque assim, o Bruce Willis não é só mais um gostoso… Ele é O gostoso sabem? O ultimate gostoso, aquele que qualquer homem gostaria de chegar aos pés.

E não importa se ele tem 55 anos, ele é um absurdo e deveria ser objeto de utilidade pública.

Então, pelo fato do Bruce ser essa coisa toda que é, cheguei à conclusão que apenas uma foto não seria suficiente para exemplificar o quão gostoso ele é. Portanto fiz uma pequena seleção, a saber:

SEU LINDO!!!

VEMNIMIM!!!

AGORA!!!

Ô LÁ EM CASA....

 

DEU PRA ENTENDER????

Paul McCartney – Up and Coming Tour – O dia que minha vida mudou.

Como se faz para entender o que acontece na cabeça de alguém que tem como maiores companheiras as palavras e de repente, ao olhar pros lados, se dar conta que elas não estão ali? Se dar conta que não é que as palavras tenham deixado esse alguém de lado, mas que elas não existem. Procurar em outro idioma? Eu tentei, conheço alguns mas foi em vão. O vazio que as palavras deixaram continua ali. E o mais impressionante é que esse vazio é gostoso, porque ele existe devido a algo novo que surgiu, e que não foi nomeado. Felicidade? Nirvana? Não sei. Sei que na noite de 21/11/2010 minha vida foi transformada de uma maneira que nem eu, nem nenhum dos meus 64 mil companheiros esperavam.

A sensação de ver que a longa espera terminou, que o sol torrando nossos corpos não tem a menor importância. Sensação que eu ainda estou procurando palavras pra descrever. O medo de voar até a realização desse sonho foi superado. Fingir que está tudo bem no dia anterior, sair com os amigos, ir ao cinema. Se dar conta que tudo aquilo só serviu pra maquiar o monstro da ansiedade que estava dentro de nós. Fazer tudo, sem prestar atenção em nada. Ver que tudo valeu a pena, cada segundo, na hora que, ao entrar naquele gigante do futebol, notar que ele é pequeno, ele não é nada diante do verdadeiro gigante que estava no palco. E é aí que eu comecei a notar como a minha vida ia mudar. Exagero? Muitos vão dizer que sim, mas eu não me importo. Paul McCartney fez sim minha vida se transformar. Fez com que meu senso crítico e artístico mudasse completamente, e com que tudo aquilo que eu considero “bom” ou “ótimo” desça alguns níveis. Ele estava lá. Entrou no palco, acenou para o público. Era ele. Ele mesmo. Ele que compôs a trilha sonora de incontáveis momentos da minha vida, ele que canta a música que eu canto junto com meus amigos mais queridos, que está dentro da minha casa desde antes mesmo de eu aprender a falar ou andar ou ter a menor noção de quem ele é. Foi aí que eu vi que era um caminho sem volta, e que essa noite seria uma noite que eu não saberia explicar jamais.

Ele entrou trazendo os Wings de volta, fazendo os queixos caírem, e as pernas saírem do chão, mas foi nos primeiros acordes de All My Loving que eu me dei conta do que é que estava acontecendo ali. E aí vieram as lágrimas. Que se agarraram em mim e mão me largaram em quase momento nenhum. Eram os Beatles no palco. Ou pelo menos ou mais próximo deles que qualquer um pode chegar. Um olhar breve ao redor faz com que tudo fique mais bonito, pois pude ver que esse legado se mantém com as mães e pais que estavam com seus filhos muito jovens pra entender o que realmente se passava ali, mas que mesmo assim vibravam com cada acorde e entoavam cada palavra em uníssono com a lenda.

Paul McCartney

Paul McCartney

Seus 68 anos passam despercebidos, e muitas vezes eu sacudo a minha cabeça pra voltar para o ano de 2010, pois eu vejo em cima do palco por vezes a franjinha, por vezes o bigode. Ele tem a energia que eu imagino que tivesse naquela época ou talvez até mais. Foram 18 anos afastado do Brasil e uma recepção tão calorosa que me faz achar que aquilo tudo não era ensaiado não. Ele estava SIM muito feliz e muito surpreso com todas aquelas pessoas cantando junto e se emocionando junto. O choro volta quando ele senta no piano e sem dó lança The Long And Winding Road. E quando eu achei que minhas lágrimas tinham se esgotado, o velho Macca dá o primeiro golpe baixo, trazendo para o palco “sua gatinha” Linda através de My Love. Poxa seu Paul.. Logo a Linda? Isso não se faz. É difícil respirar quando a gente chora forte demais, mas nesse ponto ninguém se importava mais. O estrago já estava feito. And I Love Her e Blackbird se certificaram que as lágrimas se manteriam ali, mas quando os primeiros acordes de Here Today começaram, temi não aguentar até o fim. É difícil conter um sentimento 100% desconhecido. E Here Today doeu. Doeu de uma forma que ia da ponta do dedo até o último fio de cabelo. Doeu como se John estivesse lá, batendo palmas pro seu amigo e dizendo “isso aí cara… é isso aí…,” e na boa… Ele estava. Eu me sento. Preciso respirar, não estava preparada para aquilo, não mesmo. Mas ele não dá trégua. Me faz rir e dançar com Dance Tonight, me faz amar Mrs Vanderbilt e acaba comigo de novo em Eleanor Rigby. Mais lágrimas, e a banda some. Só ele no palco. Ele vai cantar pro amigo George agora. Mas está tudo bem. É Something. Mais lágrimas, e o golpe de misericórdia. George está no estádio também. No telão, quando a banda ressurge, fotos ilustram o que todos sentem, não há mais chão, não há mais nada. Por que Paul? Isso é maldade. Hora de secar as lágrimas e cantar Band On The Run e pular loucamente com Ob-la-di, ob-la-da, enlouquecer com Back in the U.S.S.R. e I’ve Got a Feeling. Confesso que chorei em Paperback Writer, mas só um pouquinho. Me trouxe pra Copacabana, pras rodadas de Beatles Rock Band com aqueles que eu amo demais… Não tinha como não lacrimejar. Mas a hora era de pular.

Paul McCartney

Paul McCartney

Eu me pergunto se o velho Macca ficou mesmo tão emocionado com a chuva de balões brancos que tomou conta do Morumbi em Give Peace a Chance. De onde eu estava, eu via a coisa mais linda, todo mundo brincando igual, dançando igual. Quanto tempo já passou? Duas horas? Mentira! Eu posso jurar que foram só quinze minutos. Não diz pra mim que já tá acabando. Eu quero mais. Muito mais, quero Paul falando mais em português e brincando, correndo e pulando. Ele não sabe se quer fazer a galera pular ou chorar. Ele mistura Let It Be com Live And Let Die. Ele solta fogo e fumaça e fogos de artifício, como se fosse no 31 de dezembro, o céu ficou estrelado e brilhante e tudo ficava cada vez mais inacreditável, mais inesquecível. E os isqueiros? Quem podia imaginar que teriam tantos isqueiros bailando em Hey Jude?? Quem se importa que o “nanana” durou muito mais do que duraria? Se dependesse de mim eu estaria fazendo “nanana” até agora. E é nesse momento que eu vejo que é verdade, está acabando. Ele sai do palco. Dá tchau. Eu vejo alguns indo embora achando que era mesmo o fim. Mas não pode ser. E não é. Ele volta com a bandeira do Brasil nas mãos. Eu sei que é ensaiado, mas não me importo. Pra mim é de verdade e ele tá alí pra terminar o show dos Beatles. Get back to where you once belonged, já diz a música que foi cantada em coro pela platéia que não se cansa.

Paul McCartney

Paul McCartney

“Vocês não estão cansados? Não querem ir dormir?” ele questiona após mais uma falsa despedida que fez com que tantas outras pessoas deixassem o estádio prematuramente. Mas não, eu não quero ir embora. Não quero ir nunca, quero congelar essas horas e ficar brincando de rewind e play por toda eternidade. E como queremos ficar ele também fica. Mas ele está cansado, toca Yesterday que é calminha. Cansado?? Ele quer rock and roll. É hora de Helter Skelter. Mas todo sonho tem que terminar, não é mesmo? Até o Sgt Pepper tem que ir embora. É o fim, The End, mais lágrimas. Muitas lágrimas. The love you take is equal to the love you make. E sim, amor foi o que aconteceu. Havia amor lá. Transbordando pelo anel  do estádio. Mas o fim, o indesejável fim chegou até mim. E sem conseguir falar, me dirijo pra fora de lá sem entender direito o que tinha acontecido, não penso. Ando. Vou em frente, até o ponto de encontro, mas não vejo nada, nem ninguém. Estamos todos juntos agora. Eu volto a chorar. Onde estão as palavras? Bate um desespero, eu não consigo explicar o que sinto. Nem eu, nem ninguém. Estou envolta por aqueles que eu amo e todos estão igual a mim. Uns mais, outros menos, mas todos sabem que tudo mudou. Tudo se ampliou. Agora eu amo mais o Paul, agora eu amo mais os Beatles, agora eu amo mais os meus amigos. Toda a dificuldade pra voltar pra casa não é nada. Fome, cansaço, ou melhor, exaustão. Tudo isso é pequeno perto do que vivemos. A lua foi nossa maior testemunha, numa noite que seria fria e chuvosa mas que foi perfeita do início ao fim. Aliás não só ‘foi’ perfeita. Ainda está sendo e vai continuar sendo por muito tempo, pois cada vez que eu fecho os olhos, eu volto pra lá e vivo tudo de novo.

Obrigada Paul, obrigada amigos, por mudarem minha vida. Pra melhor.

 

Cinema: O que vem por aí…

Pessoal, fiz uma seleção de trailers dos filmes que eu estou ansiosamente aguardando para assistir. Alguns saem ainda em 2010 mas a maioria só 2011 mesmo. Creio que alguns deles até passaram no Festival do Rio, mas como eu sou escrava não pude ir a nenhum dia… =( . Confere aí:

Red Hiding Hood

É uma adaptação livre do conto “Chapeuzinho  Vermelho”.  No filme, Amanda Seyfried (aquela linda) é Valerie, uma garota que quer fugir de sua aldeia com seu grande amor. Porém, quando sua irmã é atacada por um lobisomem que vaga pela floresta escura, ela percebe que tem grandes ligações com a fera.

Jane Eyre

Baseado na obra homônima de Charlotte Brontë, o filme traz Mia “Alice” Wasikowska como Jane, uma governanta que amolece o coração de seu patrão, mas acaba descobrindo um terrível segredo.

Never Let Me Go

O filme se passa no interior da Inglaterra e conta a história de  três amigos, Ruth (Keira Knightley), Kathy (Carey Mulligan) e Tommy (Andrew Garfield) que encaram a transformação da vida adulta e nesse processo descobrem uma série de verdades.

Black Swan

O filme conta a batalha psicológica de Nina (Natalie Portman) contra sua rival Lily (Mila Kunis) na tentativa de ser a 1a bailarina do espetáculo “O Lago Dos Cisnes”.

Burlesque

Musical que marca a estréia de Christina Aguilera nas telonas. Com a velha fórmula da menininha do interior que tenta o  sucesso na cidade grande, Burlesque traz como trunfo boas músicas e grande elenco.

Sucker Punch

Em Sucker Punch, uma garota é internada em uma instituição para doentes mentais por seu perverso padrasto, e passará por uma lobotomia em cinco dias. Enquanto o dia não chega, ela cria um mundo alternativo, onde precisa roubar cinco objetos para conseguir fugir. Tiros, dragões, samurais e garotas. O que mais?

Tron Legacy

Em Tron Legacy Sam Flynn, especialista em tecnologia de 27 anos filho de Kevin Flynn, investiga o desaparecimento do pai e se vê preso no mesmo mundo povoado por programas ferozes e jogos fatais onde seu pai vive há 25 anos.

 

E então pessoal, qual filme vocês estão ansiosos para assistir???

Hiper Realismo

Um dos estilos artísticos que mais me surpreende é o hiper realismo.

Eu acho a pintura e a  escultura maravilhosas de uma forma geral, mas você pega obras fabulosas de, sei lá, surrealismo ou realismo comum mesmo, impressionismo ou expressionismo e é tudo lindo, fabuloso, mas eu eu sempre me questionei o seguinte: Ok, você consegue reproduzir o mundo que você enxerga ou que você imagina ou sonha com maestria, mas e o mundo como ele É??

Por isso o hiper realismo me agrada tanto. A idéia do hiper realismo é ser paradoxal, por exemplo: “É tão perfeito que não é possível que seja de verdade”. Ou seja, as pinturas e esculturas são riquíssimas em detalhes, de forma que dá a idéia de realidade extrema. O movimento começou em 1968 e durou durante os anos 70 mas foi mais forte na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Alguns dos nomes mais importantes de hiper realismo são Richard Estes, Duane Hanson, Ralph Goings e Ron Mueck. Dá uma conferida no trabalho dessa galera:

Pintura de Richard Estes

Pintura de Richard Estes

Escultura de Duane Hanson

Escultura de Duane Hanson

Pintura de Ralph Goings

Pintura de Ralph Goings

Escultura de Ron Mueck

Escultura de Ron Mueck

Pessoal, eu juro que nada disso é  fotografia! São pinturas e esculturas MESMO!!! Eu acho o máximo, e vocês?